sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Perda imoral

Quanto mais me acho mais me perco
Em meio a essa perda imoral
Em ti me sinto a cada poro
Meu coração pulsando na batida do teu
No brilho destes teus olhos encontro a luz pra me guiar
Em cada emoção tua um choro meu
Em ti é nítida cada parte da minha essência
Não mais me é preciso ser
Eu existo em você

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Dói não sentir sua falta


Quem diria que hoje eu não lhe veria mais como a melhor que era
Que eu não mais pensaria em nós como pensei a vida toda
Éramos carne e unha, hoje somos pó
Eu o que sou, você o que é e de nós uma vaga lembrança
Lembrança de quando bastava saber-nos
Não há cumplicidade nem amizade
A nossa seita falhiu
Não há irmandade
Sigo eu feliz sem você, é triste mas não sinto sua falta
Sofro por constatar que meu amor por ti se esvaiu
A história das amigas de fé, irmãs e camaradas
Pode ir prum livro, ela já teve o ponto final

Poema infernal


O sangue que corre em minhas veias
Corre como quem corre sedento
Em direção de um rio de águas que correm
Como se fosse eu correndo em círculos 
Pensando um pensar proibido de esquecer 
As sensações de cada pelo do meu corpo arrepiado
Ereto de prazer sob teus carinhos, teus afagos e teu toque 
Que acendeu minha libido para essa manhã sem fim.
Meu corpo ainda treme como se estivesse sob o efeito 
de um orgasmo secular. 
O Torpor de cada beijo, cada lambida é o mesmo. 
Todos os meus lábios imploram para que você continue
Imploram pela eternidade deste fogo  infernal . 
Meu corpo trêmulo implora para que tu me abrigues em teu corpo
e que sejas meu eterno inferno. 

A escolha de ser o que se é


Eu poderia simplesmente concordar com a afirmação de que Deus sabe oque faz. Não deixo de acreditar pois sei que é verdade. Mas é que definitivamente essa verdade não me conforta.  Lembro do meu pai que se foi não sei se cedo, sei que no mínimo, foi na hora que pra mim era errada. Francamente não poderia ser numa hora mais errada, a pior possível.  Lembro das amizades que escolhi interromper, lembro também das que escolhi deixar romper comigo.  Lembro também que escolhi recuperar cada uma delas.  Outro dia minha mãe me disse que está com saudades de abrir o portão lá de casa várias vezes ao dia pra alguém procurando por mim, ela reclamava disso. Hoje quem me procura sabe que eu não estou lá, ela sabe que eu não estou lá e sente a minha falta como eu sinto a dela. Hoje sinto falta de pai e mãe. Meu pai não se foi, na verdade ele me foi arrancado, decepado como um membro, eu ainda sofro da síndrome do membro invisível. Eu as vezes sinto que ele está lá   no lugar de sempre, ele não está.  As vezes estou na sala e quase chamo minha mãe pra mostrar algo na tv, mas não é aqui que ela está.  Deus sabe oque faz, mas eu também sei. Tudo que tenho, tudo que perdi foi porque em algum momento eu fiz alguma escolha certa ou errada. Escolhi crescer cedo, escolhi não me calar. Escolhi meu amor, escolhi de alguma maneira me tornar mãe. Escolhi arriscar, escolhi despedir meu patrão. Escolhi persistir e hoje sou casada. Minhas escolhas fizeram de mim o que sou e tenho certeza que as pessoas que amo também me amam.  Escolhi olhar pra frente, eu confesso adoro o que vejo, principalmente quando o que está a minha frente é um espelho.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

É TUDO UMA QUESTÃO DE TEIMAR

 Inicío as atividades deste meu singelo  armazenador de asneiras (ou não), possivelmente extremamente intrigantes on line, falando sobre o tema que me motivou a criar este blogue e me ajudou a alcançar uma boa parte de tudo que tenho ou já tive. 

A DANADA DA TEIMOSIA
                  Hoje sei o quanto é bom teimar. Embora eu tenha que continuar sendo teimosa em meio ao paradoxo de ensinar ao meu filho (tão teimoso quanto eu) a ser “um menino bonzinho e obediente pra todo mundo gostar dele”. Bom pelo menos essa é a frase que sou obrigada a proferir todos os dias. Mas na verdade sei bem que é essa a minha função, afinal não foram meus pais quem me incentivaram a teimar pela primeira vez.  Eles apenas me ensinaram o valor da persistência, e eu como boa teimosa que sou logo logo tratei de distorcer as coisas. Hoje tenho também as cicatrizes nos “dedões dos pés” de todos os tropeções e dos tampões arrancados, mas que não se comparam a quantidade e qualidade dos “gols” que fiz com esses pés teimosos que não aceitam a ideia de ficarem parados, que não quiseram aprender a fazer moonwalke pois não admitem  andar pra traz nem dançando e que suportam o peso dessa teimosa que vos fala só pela teimosia de carregar o fardo dado. Cada  parte de mim tem vida própria, cada parte de mim é metade teimosia e a outra metade qualquer coisa. No coração esse amor teimoso, nas mãos gestos que teimam em dizer algo e na cabeça... ah na cabeça eu nem te conto.